O realismo preto e cinza de Guilherme Santos

O artista Guilherme Santos contou para o Tattoo2me como é sua relação com a arte e como sua carreira se iniciou.

O artista Guilherme Santos arrasa nas artes de retratos, tanto de animais quanto de pessoas. Saiba mais sobre seu trabalho! 

O artista Guilherme Santos contou para o Tattoo2me como é sua relação com a arte e como sua carreira se iniciou.

À primeira vista já notamos tamanha sensibilidade e técnica aplicada na produção de suas tattoos em realismo.

Além disso, o amor pelo que faz fica nítido em suas palavras ao descrever seu trabalho:

“Eu tatuo pra mim, eu tatuo por vocês, valorizo a pele de vocês como se fosse minha porque nela vão carregar uma parte de mim, a minha arte.”

A paixão por desenho que se tornou profissão, mesmo quando nem ele imaginava que isso seria possível. 

Essa é apenas uma introdução da história do artista Guilherme Santos, um artista do Rio de Janeiro com talento para a arte desde muito novo mas que aos 20 anos, através de um conselho da sua mãe, decidiu investir na carreira de tatuador.

Hoje ele é especialista em preto e cinza e já recebeu prêmios por seu trabalho.

Te convido agora a conhecer mais este incrível artista que é o Guilherme Santos!

Confira o nosso bate papo:

Guilherme Santos

Primeiramente queremos saber quando você decidiu se tornar artista e como foi sua história com a arte?

Guilherme: Desde criança eu já era bem próximo da arte, do desenho em específico.
E quando digo “criança”, foi realmente cedo, acho que não lembro algum momento da minha vida que eu não desenhasse.

A princípio eu queria trabalhar com animação, fazia bloquinhos com 100 folhas que formam movimentos, cenas curtas.

Depois fui reproduzindo atores, personagens e músicos que eu admirava, aí entrei no meio do realismo.

Mas até então a minha pretensão não era tatuar. Só depois dos 20 anos minha mãe deu essa ideia, já que desde os 16 eu já gostava de me tatuar (não façam isso rs), porque não aprender?

Então usei o dinheiro do meu estágio de informática e comprei meu material.
Fiz meu primeiro trabalho na minha coxa e dali em diante sigo criando e alcançando novos objetivos.

Arte de Guilherme Santos

Quem foi a pessoa que mais te apoiou e o que ela fez?

Guilherme: A pessoa que mais me deu apoio foi a minha mãe, que mesmo com um ensino técnico concluído e uma chance de arrumar um emprego na área, me motivou a investir nesse meio e sempre elogiou meus trabalhos, quando tinha que fazer uma crítica, ela fazia.

Logo depois dela, o Anderson, tatuador que me inseriu nesse mundo. Eleme deu uma mentoria de perto e me ajudou como ninguém a aprender e desenvolver minhas técnicas, hoje depois de 5 anos ainda tatuamos juntos.

Qual foi o momento mais marcante na história da sua carreira até hoje?

Guilherme: Eu tenho apenas 5 anos de tatuagem, mas acredito que o momento mais marcante tenha sido o meu primeiro campeonato o qual não ganhei nada.

Ali eu vi que precisava aprender e me esforçar mais do que estava fazendo, e que existia um mundo pra conhecer, absorver conhecimento e aprimorar.

Depois dali comecei a enxergar a tatuagem de outra forma, uma forma que não achei ser possível. Hoje tenho meu segmento, minha especialidade, a qual tenho prazer de ter sido premiado algumas vezes.

Mas não me deslumbro com isso, vejo como uma recompensa pelo meu esforço, me dá gás pra evoluir cada vez mais.

Tem alguma curiosidade em sua vida que quando você conta as pessoas se surpreendem?

Guilherme: Depois que terminei o ensino médio/técnico e não segui no ramo, trabalhei como cuidador de brinquedos em salão de festa e meu primeiro salário do mês todo foi de 150 reais. Ganhava 24 reais por festa.

Como você descreve o seu processo criativo?

Guilherme: Primeiro de tudo eu procuro saber o que meu cliente gosta, assiste, ouve, vive, e como é o jeito dele. Para que além do que ele me apresenta eu consiga dar dicas do que fazer e como eu posso elaborar isso de forma que a tatuagem combine com ele. 

Quem inspira você na tatuagem e na pintura?

Guilherme: Bom, tenho inspirações em retratos como David Vega, um preto e cinza mais próximo do Alessandro Chaiblick e Samurai Standoff.

“Fora da tatuagem, vi muitos animes e desenhos de HQs, que me inspiram a aplicar a técnica na minha identidade visual.”

Guilherme Santos

Quem são os seus clientes? Como são os hábitos deles e o que mais conversam com você?

Guilherme: Eu costumo dizer que meus clientes são meus amigos.

“Esse mundo da tatuagem me permitiu conhecer pessoas incríveis que além delas me dizerem que tem a honra de ter um trabalho meu, eu tenho a honra de tê-las conhecido.”

Guilherme Santos

Guilherme: Meus clientes tem diversos gostos e jeitos. Claro que vão ter alguns que gostam de ficar mais calados, mas em grande maioria, somado ao meu atendimento, parece que quando entram no estúdio já me conhecem a anos!

E isso é extremamente gratificante pra mim, saber que além da confiança que a pessoa tem, ela se sente confortável pra dividir risadas e experiências comigo. 

Conversamos sobre música, hobbies, séries, filmes, profissões, histórias engraçadas e assim vai até o fim da sessão.

Qual foi a história mais bonita que tatuou?

Guilherme: Eu faço muitos retratos, tanto de pets quanto de pessoas. Acho que essas tatuagens em específico tem um peso muito grande. Um rosto carrega toda a história que a pessoa viveu, sem deixar explícito, mas sim na expressão do retrato, tanto de pessoas quanto de pets.

Qual foi a tattoo mais inusitada que você produziu?

Guilherme:  Tatuagem delicada, já fiz uma lesma carcaça de morango – Risos. 

E outra maior, fiz o rosto da esposa de um amigo na virilha dele pra cobrir uma letra!

Já tatuagens esquisitas eu não tenho, busco ser transparente com o cliente e me nego a fazer trabalhos que não tem jeito de ficarem bons.

Quais são as tatuagens que mais procuram você para fazer?

Guilherme: Me procuram muito para fazer retratos de pessoas e pets.
Esse é o estilo que eu mais gosto de fazer, inclusive.

Guilherme,quais são os seus planos para o futuro?

Guilherme: Eu pretendo me tornar referência dentro no meu segmento e ter meu nome facilmente lembrado quando se fala de tatuagem no Brasil.

Para isso eu penso em primeiro tatuar em alguns estúdios fora do Rio de Janeiro, para fazer network e eu mesmo levar meu nome para outros lugares.

Você pode continuar acompanhando o trabalho do artista no seu perfisl do Instagram! Siga e fique de olho:

https://www.instagram.com/guisantostattoo/ 

Por fim, queremos dizer que estamos muito contentes em compartilhar a história do Gui aqui! Um artista com muitos talentos e planos, ele sabe bem onde quer chegar!

Notamos que seus trabalhos imprimem detalhes impressionantes e os rostos de pessoas e animais que ele tatua fazem cada vez mais sucesso!

Gui, muito obrigada por essa entrevista! Que você siga sua carreira fazendo amigos, tatuando belas histórias e crescendo cada vez mais! 

E se você gostou da matéria e curtiu o trabalho do Gui, continue acompanhando o artista nas redes sociais dele! 

Ah! Fica com a gente que tem outras matérias e artistas inspiradores aqui no Blog do Tattoo2me!

Até a próxima entrevista!