5 tatuadoras do Old School que você precisa conhecer

Cadê as minas da Velha Escola? Estão aqui.

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Hoje aqui não tem traço fino! Estamos falando de linhas grossas e bem marcadas, cores sólidas e desenhos com referência aos marinheiros e fuzileiros navais que marcavam a saudade da terra firme na pele com âncoras e andorinhas. O estilo tradicional evoluiu bastante de uns tempos pra cá, e não perdeu sua força entre tantos outros estilos de tattoo que surgiram com o aperfeiçoamento dos ilustradores e tatuadores.

Batemos um papo com a tatuadora Fernanda Kitsune que nos explicou um pouco sobre este universo:

“Pra você fazer um trabalho bem sólido, o traço é, talvez, a parte mais importante do processo. Um Tradicional não pode ter traço irregular. Tudo tem que ser bem definido: a pigmentação sólida, cores bem aplicadas, uma paleta de cor reduzida também, as sombras bem carregadas e marcando bem os traços da agulha (essa técnica se chama whip shade).”

A artista Fernanda Kitsune em ação.

É claro que ficamos curiosos em saber como ela iniciou sua história na tattoo:

“Não me lembro o ano exato que comecei a tatuar. Foi entre 2009/2010, estava grávida e tive que parar um bom tempo. Depois comecei a trabalhar como recepcionista em um estúdio. Isso foi na época que morei no Chile. Aliás, foi lá que comecei realmente a tatuar e minhas primeiras referências foram os artistas de lá. Nesse período que trabalhei de recepcionista no estúdio, aproveitei pra aprender bastante coisa: montava a mesa, as máquinas pros tatuadores, passava decalque e aos poucos comecei a me aventurar mais. Consertava as tatuagens dos guardadores de carro da rua do estúdio, arrumava uma cobaia aqui e outra ali, até que decidi que esse seria meu futuro. E não teve volta atrás!”

Um pouco do trabalho da Fer Kitsune.

“Retornei ao Brasil, comprei meu material e comecei a tatuar. Tatuava em casa e na casa dos clientes (coisa que eu não recomendo de jeito algum!!! Época ‘trevas’). Minha timidez me atrapalhou bastante nessa época, morria de medo de entrar num estúdio e mostrar meu trabalho. Mas enfim consegui conquistar meu espaço. Tive muita sorte por sempre ter tido apoio dos tatuadores que conhecia. As pessoas foram muito generosas comigo, sempre perceberam que levava muito a sério e estava realmente comprometida a aprender e seguir adiante.”

Alguns dos trabalhos de Juliana Odet.

Sabemos que as mulheres têm conquistado seu espaço a cada dia no mercado de trabalho. Perguntamos a ela como é atuar em uma área predominantemente masculina:

“A mulher no meio da tatuagem, em geral, vira facilmente um objeto de apreciação e fetiche. Se você pesquisar no Google ‘mulher+tatuagem’, garanto que 99% das fotos vão ser de cunho erótico/pornográfico. Não estou julgando quem gosta e se sente confortável fazendo isso, mas é um estereótipo no qual eu definitivamente não me encaixo, assim como diversas outras meninas também não, e isso é uma barreira a mais para ser rompida. Já me senti pressionada a agir e ser uma pessoa que eu não sou para obter reconhecimento e clientes. Agora sinto que encontrei meu meio no universo da tatuagem e posso ser quem eu sou, me sinto respeitada e valorizada pelos meus colegas e clientes. Aprendo e ensino também, e sou muito grata sempre por todo mundo que fez e me faz evoluir e crescer.”

A obra da colombiana Sarita.

Pois bem, o objetivo desse post é dividir com vocês outras tatuadoras deste estilo que admiramos e tem nos inspirado. E mostrar que nem só de marinheiro é feita a cena tradicional da tattoo. Confiram os contatos e a arte destas minas incríveis! #grlpwr

1. Fernanda Kitsune, Rio de Janeiro — @fer_kitsune

2. Juliana Odet, São Paulo — @julianaodett

3. Sarita, São Paulo — @s_rita_mermaid

4. Ana Mendes, Minas Gerais — @anamendestattoo

5. Aya Yoshimoto, Sorocapa SP — @ayazombieftlw

Um pouco das tintas de Ana Mendes.

Você pensa que acabou? Foram tantas meninas que mandam bem neste estilo que resolvemos dividir a matéria em duas partes! Então fique ligado que terá a parte 2 com mais 5 tatuadoras de tradicional para você se apaixonar!

Um gostinho do trabalho da Aya Yoshimoto.

Se liga na nossa segunda parte dessa matéria:

5 tatuadoras do Old School que você precisa conhecer — Parte II
Confere a continuação da nossa lista pra te enlouquecer!

Para saber mais sobre o OLD SCHOOL:

Fineline, Aquarela e Blackwork: a linha tênue entre tatuagem e obra de arte
Técnicas e conceitos de traços e preenchimentos.


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